Workshop Meninas Digitais no Computer on the Beach 2026
17 de abril de 2026
Manhã
9h às 10h
Palestra - A Computação e as Mulheres
Mirella M. Moro
Coordenadora Geral do Programa Meninas Digitais - SBC
Resumo: A história da computação não nasceu em garagens ou laboratórios exclusivamente masculinos; ela foi tecida por mentes brilhantes que, por muito tempo, permaneceram nas sombras da narrativa oficial. Nesta palestra, será abordado um resgate histórico necessário: desde a lógica pioneira de Ada Lovelace e a programação essencial das mulheres do ENIAC, até o papel crucial das pioneiras que estruturaram as tecnologias que hoje sustentam nossa sociedade.
Mais do que apenas um exercício de memória, "A Computação e as Mulheres" é um convite para desconstruir o mito de que a tecnologia é um terreno apenas de homens. Investigaremos como a presença de mulheres não é uma "adição" moderna à área, mas uma fundação ignorada. Através de uma jornada que conecta as pioneiras do passado aos desafios atuais, discutiremos a importância da diversidade na criação de algoritmos e sistemas que não sejam apenas eficientes, mas humanos, plurais e transformadores.
Minibio: Mirella M. Moro atua no Departamento de Ciência da Computação (DCC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Sociedade Brasileira de Computação (SBC), é sua conselheira (2019-2023; 2025-) e coordenadora do Programa Meninas Digitais (2022-), foi Diretora de Educação (2009-2015), editora-chefe da revista eletrônica SBC Horizontes (2008-2012), e editora associada do JIDM (Journal of Information and Data Management, 2010-2012). Seus interesses de pesquisa incluem Ciência de Dados, diversidade de gênero e educação em Computação. Integra os projetos RENACEE, STEAMulando Futuros e METIS (CNPq Chamada 31/2023). É feminista e tem trabalhado com questões de diversidade de gênero na Computação e no Mercado de TIC desde 2008.
10h30 às 12h
Painel
Ecossistema de Inclusão para a Formação de Mulheres em Computação
Resumo: O painel propõe uma discussão integrada sobre os diferentes atores que influenciam a trajetória de meninas e mulheres na computação. A conversa articula perspectivas complementares: a experiência prática da escola, os fundamentos e possibilidades das políticas públicas educacionais (com destaque para as diretrizes da Computação na BNCC), os desafios e oportunidades do setor produtivo. O painel pretende evidenciar que a inclusão não é resultado de ações isoladas, mas da construção intencional de um ecossistema comprometido com equidade, permanência e protagonismo das mulheres na computação. O debate busca identificar estratégias concretas para fortalecer trajetórias, reduzir desigualdades e ampliar o acesso, a permanência e a liderança de mulheres em áreas relacionadas à computação.
JUSSARA BRIGO
Professora EBM Herondina de Medeiros Zeferino
RENACEE_MD
Minibio: graduada em Matemática Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004), especialista em Matemática Aplicada e Computacional pela mesma universidade (2006), mestre em Educação Científica e Tecnológica (2010) e doutora em Educação Científica e Tecnológica (UFSC). Ela também está envolvida com o projeto Meninas Digitais HMZ na Escola Herondina Medeiros Zeferino que é em parceria com a UFSC e o Renacee.
Hellen Avila Rosa Cardoso
AWS
Minibio: Arquiteta de Soluções na Amazon Web Services (AWS), com mais de 6 anos de experiência apoiando diferentes clientes na construção de soluções escaláveis e eficientes. Atua com foco em DevOps, plataformas, containers e Kubernetes. Apaixonada por compartilhar conhecimento, adora participar de eventos e contribuir com a jornada de outras mulheres na tecnologia.
Sílvia Amélia Bim
UTFPR
Consultora Programa Meninas Digitais- SBC
Minibio: Sílvia Amélia Bim é professora associada do Departamento Acadêmico de Informática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Curitiba. Tem graduação (Universidade Estadual de Maringá), mestrado (Universidade Estadual de Campinas) e doutorado (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) em Ciência da Computação / Ciências - Informática. Docente com 25 anos de experiência, desde 2011 trabalha diretamente com ações de ensino, pesquisa e extensão sobre Mulheres na Computação. Atuou como coordenadora do Programa Meninas Digitais e integrante das comissões de Educação e Educação Básica da Sociedade Brasileira de Computação. Também esteve à frente dos projetos Emílias e TIChers, parceiros do Meninas Digitais. Interação Humano-Computador e Educação em Computação são outras áreas de seu interesse. Finalista do Jabuti 2023 - categoria infanto-juvenil e Jabuti Acadêmico 2025 - categoria Ciência da Computação, Sílvia Amélia busca compartilhar suas vivências e pesquisas com o público infanto-juvenil.
Luciana Bolan Frigo (Moderadora)
Meninas Digitais - UFSC
RENACEE_MD
Minibio: Professora, pesquisadora e palestrante com atuação em inovação social em tecnologia, é cofundadora do LabTeC e do projeto Meninas Digitais – UFSC. Conduz pesquisas interdisciplinares que articulam tecnologias educacionais e equidade de gênero, com foco na inclusão de meninas e mulheres nas áreas STEM. Coordenou o Programa Meninas Digitais da SBC (2019–2022) e integra as redes ELLAS e RENACEE, voltadas à inserção de mulheres em ciência e tecnologia. Tem ampla experiência na organização de eventos que promovem a participação de mulheres no setor, como o Women in Information Technology e o Workshop das Meninas Digitais no Computer on the Beach.
Tarde
13h30 às 15h
Encontro Regional 2026 dos Projetos Parceiros do Programa Meninas Digitais da Região Sul (Presencial)
15h30 às 16h30
Palestra - Além do código: Soft skills na área tech
Resumo:
Em um mercado tech em rápida evolução, dominar habilidades técnicas já não é suficiente para se destacar. Nesta conversa, vamos explorar como soft skills como comunicação, visão sistêmica e gestão de tempo impactam diretamente a qualidade das entregas e o crescimento profissional. Também abordaremos a importância do pensamento crítico e da autonomia no aprendizado em um cenário com cada vez mais presença da inteligência artificial. Além disso, discutiremos como os modelos de trabalho atuais, com ambientes dinâmicos e remotos, exigem diferentes formas de colaboração. Mais do que falar sobre habilidades, esta é uma reflexão sobre o que torna um profissional realmente completo.
Mirele Borges
Laboratória
Minibio: apaixonada por aprendizado e tecnologia, com uma trajetória internacional que inclui experiências no Brasil, Chile e Espanha. Atua na área de tecnologia e análise de dados, com foco em educação e desenvolvimento de talentos. Atualmente, é responsável pela criação do currículo dos cursos de Análise de Dados da Laboratória Brasil, organização que há mais de 10 anos impulsiona a entrada de mulheres no setor tech.
Possui mestrado em Ciência de Dados e Análise de Negócios e em Engenharia de Produção, e tem experiência prática em áreas como engenharia de dados, machine learning e visualização. Seu principal propósito é ampliar o acesso e o crescimento de mulheres no universo de dados.
14h30 às 17h
Oficina para estudantes do ensino fundamental
A oficina será ofertada pelo projetos parceiros do Programa Meninas Digitais da região Sul:
Pulseirinha do Binário
A oficina Pulseirinha do Binário tem como objetivo introduzir conceitos básicos da Computação, especialmente a representação binária da informação, de forma lúdica, acessível e significativa. A atividade propõe a construção de pulseiras utilizando contas ou miçangas de duas cores diferentes, que representam os dígitos binários 0 e 1.
Durante a oficina, as participantes aprendem como números, letras e informações do cotidiano podem ser codificados no sistema binário, compreendendo que toda tecnologia digital é baseada nessa lógica simples. A partir dessa explicação, cada participante cria sua própria pulseira, codificando uma palavra (de 4 a 7 caracteres) de significado pessoal.
Além de promover o aprendizado de conceitos fundamentais da Computação de maneira concreta e criativa, a oficina busca estimular o pensamento lógico e o protagonismo das participantes. Ao dialogar com elementos da cultura pop, associado à Taylor Swift nas trocas de pulseiras, a atividade aproxima a Computação do cotidiano das participantes. Assim, a pulseira deixa de ser apenas um artefato didático e passa a representar identidade, pertencimento e expressão pessoal.
Joice Luiz Jeronimo
Taynara Dutra
Laís Pisetta Van Vossen
Maria Teresa Santos
Apoio:
Giovanna Cabral de Souza Guedes
Ana Beatriz Eckert
Ana Elisa Ghanem Zanon
Gabriela Pauli de Oliveira